Segunda-feira

'Mulher da selva' cambojana hospitalizada por recusar alimentos


PHNOM PENH, Camboja (AFP) - A "mulher da selva" cambojana Rochom P'ngieng, que recebeu o apelido por supostamente ter passado 18 anos vivendo na selva, foi hospitalizada por se recusar a comer, informaram seu pai e fontes médicas.


Rochom P'ngieng, que atualmente tem 28 anos, desapareceu quando era pequena, em 1989, na selva de Ratanakkiri, 600 km ao nordeste da capital do país, Phonm Penh.

Ela deixou a selva, onde sempre andava nua e suja, no início de 2007, quando foi capturada ao tentar roubar comida em uma fazenda. Não sabia falar e fazia ruídos como um animal.

Sal Lu, o homem que afirma ser o pai dela, declarou à AFP que Rochom P'ngieng foi internada por não se adaptar à vida em um vilarejo.

"Ela se negou a comer arroz durante um mês. Ficou muito magra. Ainda não consegue falar e age como se fosse um macaco. Na noite passada tirou os vestidos e tentou fugir pelo banheiro", disse.

Ele pedi que alguma organização de caridade assuma os cuidados da jovem.

Quinta-feira

Promotora de Arcoverde/PE manda Secretaria rematricular criança expulsa de escola por indisciplina

Afastado da escola por conduta inadequada, uma criança de nove anos, deverá ter seu retorno ao sistema de educação garantido por recomendação expedida pelo Ministério Público de Pernambuco.

A Secretária de Educação do Município de Arcoverde, por orientação da promotora de justiça Kívia Ribeiro, deve matricular o aluno em escola próxima à sua residência e promover a compensação das aulas perdidas pela criança, que está desde o mês passado fora da sala de aula.

A promotora também exige que o município promova um atendimento psicopedagógico sistemático, possibilitando a melhoria da convivência do estudante no ambiente de ensino.

O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público de Pernambuco na última quarta-feira (14), por meio do Conselho Tutelar. Imediatamente, a promotora expediu a recomendação.

O documento lembra que, de acordo com o artigo 206 da Constituição de 1988, o ensino brasileiro deve ser ministrado em “ igualdade de condições para o acesso e permanência na escola".

No texto, a promotora destaca também que a mesma Constituição Federal “garante a todos o direito à educação e o acesso à escola, sem utilizar adjetivos, o que demonstra que a escola não pode excluir pessoa alguma em razão de sua origem, raça, sexo, idade, cor, deficiência ou qualquer outra razão preconceituosa”.

O menino foi transferido da escola onde estudava por desobedecer os professores e discutir excessivamente com os colegas. Além disso, de acordo com ofício do Conselho Tutelar, ele apresenta estrutura familiar comprometida, fato que resulta na dificuldade de adaptação ao ambiente escolar.

“A partir desse diagnóstico, a criança e sua família passaram a ser acompanhadas tanto pelo Conselho Tutelar quanto por uma profissional de psicologia e foram incluídas em programa social do governo”, explicou a promotora.

Sexta-feira

A celebração da ignorância é um insulto aos pobres que estudam


DA SEÇÃO » Direto ao Ponto


"Talvez até quando eu deixar a Presidência possa até cursar uma universidade”, disse Lula, o único chefe de governo do mundo que não sabe escrever e nunca leu um livro.

“Eu cheguei à Presidência mesmo sem ter um curso superior”, repetiu Lula a frase que nasceu como pedido de desculpas, tornou-se desafio, foi promovida a motivo de orgulho e acabou virando refrão do hino à ignorância. ”Talvez até quando eu deixar a Presidência possa até cursar uma universidade”, disse nesta terça-feira o único chefe de governo do mundo que não sabe escrever e nunca leu um livro.

Desse perigo estão livres os professores universitários. Lula evita livros e cadernos como o Superman evita a kriptonita. Longe do trabalho duro há 30 anos, não estudou porque não quis. Tempo teve de sobra. Vai sobrar mais tempo ainda quando sair do Planalto, mas continua sobrando preguiça. E ele entende que foi formalmente dispensado de aprender qualquer coisa pelos companheiros que sabem juntar sujeito e predicado.

A lastimável formação escolar foi tratada como pecado venial até que o crítico literário Antonio Cândido ensinou que, dependendo do portador, ignorância é virtude. “Essa história de despreparo é bobagem”, decretou há dois anos, entre um ensaio e a leitura de um clássico, o professor que não perdoava sequer cacófatos. ”Lula tem uma poderosa inteligência e uma capacidade extraordinária de absorver qualquer fonte de ensinamento que existe em volta dele ─ viajando pelo país, conversando com o povo, convivendo com os intelectuais”.

Amigo do fenômeno há 20 anos, Antônio Cândido descobriu um doutor de nascença. ”Nunca vi Lula ser um papagaio de ninguém”, garantiu. “Nunca vi Lula repetir o que ouviu. Ele tem uma grande capacidade de reelaborar o que aprende. E isso é muito importante num líder”. O líder passou a reelaborar o que aprende com tal desembaraço que anda dando lições a quem sabe.

Em junho, numa entrevista à RBS, explicou que a ministra Ellen Gracie não conseguiu o emprego no Exterior porque não estudou como deveria. “Mas ela é moça, ainda tem tempo”, consolou-a. Em julho, enquadrou os críticos do programa que provocou o sumiço da miséria, o extermínio da fome e a promoção de todos os pobres a brasileiros da classe média.

“Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí afora”, decolou o exterminador de plurais. “Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é pra deixá as pessoas preguiçosa porque quem recebe não quer mais trabalhá”. Quem discorda do presidente que ignora a existência da fronteira entre o Brasil e a Bolívia, reincidiu, ”é uma pessoa ignorante ou uma pessoa de má-fé ou uma pessoa que não conhece o povo brasileiro”.

Povo é com ele, gabou-se outra vez nesta terça-feira. No meio da aula, recomendou o estudo de português. ”É muito importante para as crianças não falarem menas laranjas, como eu”, exemplificou. Mas não tão importante assim: ”Às vezes, o português correto as pessoas nem entendem. Entendem o menas que eu falo”.

Mesmo os que não se expressam corretamente entendem quem fala menos. Não falta inteligência ao povo. Falta escola. Falta educação. Falta gente letrada com disposição e coragem para corrigir erros cometidos por adultos que nasceram pobres. Lula deixou de dizer menas quando alguém lhe ensinou que a palavra não existe. O exemplo que invocou foi apenas outra esperteza. Poucas manifestações de elitismo são tão perversas quanto conceder a quem nasce pobre o direito de nada aprender até a morte.

Milhões de meninos muito mais pobres do que Lula foi enfrentam carências desoladoras para assimilar conhecimentos. A celebração da ignorância é sobretudo um insulto aos pobres que estudam. É também uma agressão aos homens que sabem. Num Brasil pelo avesso, os que se aprenderam português logo terão de pedir licença aos analfabetos para expressar-se corretamente, e os que estudaram em Harvard esconderão o diploma iploma no sótão.

A boa formação intelectual não transforma um governante em bom presidente. Mas quem se orgulha da formação indigente e despreza o conhecimento só se candidata a estadista por não saber o que é isso. Lula será apenas outra má lembrança destes tempos estranhos.

Foto: site paulorubem

Frase do Dia

“Foi o grande erro do Brasil no século 20 não ter investido na formação de seu povo. Quem vier depois de mim vai ter um novo paradigma para fazer investimento na educação”.

Lula, na entrevista à Rádio Verdes Mares, culpando os colegas do século passado por não ler nem escrever, mas tranquilizando o país com a notícia de que, depois dele, todos os governos vão investir montanhas de reais na educação para evitar que apareça outro presidente que não estudou.

Fonte: Sanatório geral

Terça-feira

Cresce o nº de universidades ruins

Avaliação do MEC mostra que passou de 454 para 588 as mal avaliadas; apenas 1% conseguiu nota máxima

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA

O número de instituições de ensino superior de excelência ficou praticamente estagnado no País enquanto o total das consideradas ruins cresceu 29,6% entre 2007 e 2008. De acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC), avaliação anual do Ministério da Educação, apenas 21 universidades e faculdades conseguiram atingir a nota máxima (5). Entre os centros universitários, nenhum chegou a esse patamar. Foram avaliadas 2.001 instituições no total - 11% a mais do que em 2007.

Do outro lado, 588 instituições tiveram conceito 1 e 2, ou seja, devem passar por avaliação in loco do MEC por causa da baixa qualidade. "Para a secretaria, essas instituições já estão na malha fina, independentemente das visitas in loco", disse a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, ao divulgar os resultados.

Criado no ano passado, o IGC é o primeiro índice a avaliar a instituição como um todo. Para chegar a ele, são usadas as notas do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) de cada um dos cursos e dados sobre professores, projeto pedagógico e infraestrutura, além do conceito obtido pela pós-graduação (mais informações nesta página).

Os dados deste ano mostram que a avaliação ruim cresceu entre todos os tipos de instituição, mas ainda é maior em faculdades isoladas, integradas e institutos. Nesses grupos, que reúnem poucos cursos e não têm a independência de centros universitários e universidades, a soma de conceitos 1 e 2 chega a 551, 42,7% do total. No ano passado era de 429 (37,4%).

AVANÇO

Mas foi entre as universidades que, porcentualmente, o número de mal avaliadas cresceu mais. Apesar de não ter nenhum conceito 1 e apenas 15 com conceito 2, o crescimento das universidades mal avaliadas foi de 65%. Oito piores de 2007 mantiveram o posto, mas ganharam a companhia de outras sete. Dessas, cinco tiveram conceito 3, mas caíram. Outras duas, as universidades estaduais de Alagoas e de Roraima não tinham conceito anterior. Apenas a Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (SC) saiu da lista das piores porque não foi avaliada.

Na parte de cima do ranking, a situação está estagnada. São 21 as instituições que se destacam pela excelência, das quais 7 universidades, todas federais - a primeira é a Federal de São Paulo (Unifesp). O restante são 14 faculdades isoladas ou integradas, sendo 10 privadas, 2 estaduais e 2 federais (o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia). Isso representa apenas 1,3% das instituições com conceito divulgado este ano.

Entre centros universitários, nenhum conseguiu a nota máxima. O número dos que alcançaram o conceito 4 também ficou estacionado - 12.

O Estado não fez ranking único englobando todas as categorias administrativas e acadêmicas (universidades, centros e faculdades) porque, segundo o MEC, elas têm critérios diferentes a serem cumpridos. Das instituições avaliadas, 388 ficaram sem conceito no IGC por falta de algum tipo de dado. Por isso, a reportagem optou por desconsiderar aquelas sem conceito para calcular os porcentuais de cursos bem e mal avaliados. A USP e a Unicamp não participam da avaliação. Por terem autonomia, elas não têm adesão obrigatória ao Enade. Fonte

Sábado

Impostrômetro


Confira quanto o governo está arrecadando (em tempo real) dos impostos que pagamos
http://www.impostometro.com.br/


Uribe corrige Lula e diz que EUA nunca tiveram bases na Colômbia



da Folha Online
da Ansa, em Bariloche

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, corrigiu o colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ao se pronunciar pela segunda vez na reunião da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) que acontece em Bariloche (Argentina) e que tem como foco o acordo militar que aumenta a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia e que provocou preocupação nos vizinhos.

Uma vez assinado, o acordo permitirá aos EUA manter 1.400 pessoas, entre militares e civis, em até sete bases na Colômbia, pelos próximos dez anos. Os aliados dizem que o acordo não é novo, e sim apenas uma extensão do acordo de combate ao narcotráfico e às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) chamado de Plano Colômbia.

Mais cedo, em discurso, Lula questionou a estratégia por trás da versão de que a presença dos EUA auxilia no combate ao narcotráfico porque "as bases americanas estão na Colômbia desde 1952 e ainda não há soluções ao problema". Segundo Lula, diante disso, seria preciso "pensar em outra coisa que pudéssemos fazer em conjunto para resolver os problemas".

No sentido da união de forças no combate ao narcotráfico, Lula propôs que essa questão seja por um conselho específico da Unasul que já foi criado, "mas que ainda não saiu do papel"; e sugeriu que o Conselho Sul-Americano de Defesa, igualmente vinculado ao bloco, realize uma investigação sobre o comércio ilegal de entorpecentes em todas as fronteiras. Embora tenha admitido que diversos governos da região são obrigados a lidar com a questão, Lula ressaltou que os maiores consumidores de substâncias ilícitas "não estão aqui" e exortou "os países ricos" a combaterem o problema dentro de suas próprias fronteiras.

Em resposta, Uribe disse que "nunca existiram bases" dos EUA na Colômbia e ressaltou crer que a sucessão de acordos militares entre Bogotá e Washington está dando bons resultados.

Fonte

Quarta-feira

Casa mais estreita de Nova York está à venda


O dono de uma residência do Greenwich Village, de Nova York, está tentando fazer tilintar na conta bancária um título inusitado atribuído à casa: o imóvel da Bedford Street é a casa mais estreita da Big Apple.

O endereço, inclusive, é considerado ponto turístico da cidade, incluído no tour de guias.

A casa está sendo vendida por US$ 2,7 milhões.

A residência estreitinha, de três andares, foi construída em 1873. Tem 2,8 metros de largura por 12 metros de comprimento.

Fonte:Blog da Lurdeste